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Uso de tela e impactos no aprendizado

O uso de tela faz parte da rotina de crianças e adolescentes, seja para estudar, conversar, jogar, assistir a vídeos ou acessar informações. O problema aparece quando celulares, tablets, computadores, televisores e videogames ocupam espaço desproporcional no dia a dia e começam a interferir no sono, na atenção, na convivência, na atividade física e no desempenho escolar. Nessas situações, a tecnologia deixa de ser apenas recurso de apoio ou entretenimento e passa a afetar hábitos importantes para o desenvolvimento. A discussão não depende apenas de contar horas em frente aos aparelhos. O contexto também importa. Uma criança que usa o computador para uma pesquisa escolar supervisionada vive uma experiência diferente daquela que passa longos períodos alternando vídeos curtos, jogos e redes sociais, sem pausa, até tarde da noite. A idade, o tipo de conteúdo, o horário de uso, a presença de mediação adulta e os prejuízos observados na rotina ajudam a definir quando o uso se tornou excessivo.   Sono é um dos primeiros aspectos afetados Um dos impactos mais frequentes do excesso de telas ocorre no sono. O uso de dispositivos no período noturno dificulta a desaceleração necessária para o descanso. Vídeos, jogos, mensagens e redes sociais mantêm o cérebro em estado de alerta e podem prolongar o tempo de uso sem que a criança ou o adolescente perceba.  Quando o sono é prejudicado, os efeitos aparecem no dia seguinte. Sonolência, irritação, dificuldade de concentração, queda de disposição e menor tolerância a frustrações são sinais comuns. Em idade escolar, dormir mal interfere na memória, na assimilação de conteúdos e na participação em sala de aula.  Para Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto, de Salto (SP), o impacto do uso excessivo pode ser percebido em diferentes momentos da rotina escolar: “Quando o estudante chega cansado, disperso ou irritado, a aprendizagem tende a ser afetada. Por isso, o uso de tela precisa ser observado também a partir dos efeitos que provoca no dia seguinte”.   Atenção e concentração podem ficar comprometidas  Grande parte dos conteúdos digitais é organizada para captar a atenção rapidamente. Notificações, vídeos curtos, mudanças constantes de imagem e recompensas imediatas estimulam trocas frequentes de foco. Esse padrão pode dificultar atividades que exigem continuidade, paciência e esforço mental mais prolongado. Na escola, esse efeito pode aparecer em tarefas como leitura, escrita, resolução de problemas, acompanhamento de explicações e revisão de conteúdos. Alguns estudantes demonstram impaciência com atividades que exigem mais tempo. Outros têm dificuldade para concluir exercícios, organizar o estudo ou manter atenção sem interrupções.  Isso não significa que a tecnologia, por si só, cause problemas de concentração. O ponto de atenção está no predomínio de experiências rápidas e fragmentadas sobre outras formas de aprender. Estudar, ler, conversar e resolver problemas exigem ritmo diferente daquele oferecido por muitos aplicativos e plataformas digitais.   Comportamento muda quando faltam limites  O uso de tela em excesso também pode interferir no comportamento. Irritabilidade quando o aparelho é retirado, resistência para interromper jogos ou vídeos, dificuldade para esperar, desinteresse por brincadeiras presenciais e necessidade constante de estímulo são sinais que merecem atenção.  Em muitas famílias, os conflitos surgem porque não há rotina clara. O aparelho entra nos horários de refeição, estudo, descanso e convivência. Sem previsibilidade, fica mais difícil para crianças e adolescentes entenderem quando podem usar a tecnologia e quando precisam se dedicar a outras atividades. Na infância, a tela pode passar a funcionar como resposta automática para tédio, espera ou frustração. Quando isso ocorre com frequência, a criança tem menos oportunidades de desenvolver recursos próprios para lidar com esses momentos. Na adolescência, o problema pode envolver também redes sociais, comparação, sensação de pertencimento e medo de ficar fora das conversas do grupo. “O limite não deve aparecer apenas no momento do conflito. Ele precisa fazer parte de uma rotina conhecida pela criança e pelo adolescente, com horários, combinados e acompanhamento dos adultos”, avalia Derval Fagundes de Oliveira.   Convivência e movimento também entram na conta  Quando a tela ocupa a maior parte do tempo livre, outras experiências perdem espaço. Brincadeiras, leitura, esporte, conversa, descanso e convivência presencial são atividades importantes para o desenvolvimento e não devem ser substituídas de forma permanente pelos dispositivos.  Na infância, o movimento ajuda na coordenação, na percepção espacial, na autonomia e na regulação da energia. Correr, brincar, explorar ambientes e participar de jogos presenciais fazem parte da aprendizagem cotidiana. Na adolescência, a redução da atividade física pode contribuir para sedentarismo, cansaço, piora do sono e menor disposição. A convivência familiar também pode ser afetada. Em alguns casos, a tela reduz o diálogo porque ocupa momentos de encontro. Em outros, gera disputas constantes entre adultos e crianças. Há ainda situações em que a interação presencial perde espaço para trocas digitais mais imediatas, o que pode limitar experiências como esperar a vez, negociar conflitos, perceber expressões e lidar com regras sociais no contato direto.   O papel da escola e da família A escola participa desse debate porque percebe efeitos do uso excessivo no rendimento, no comportamento e na atenção dos estudantes. Sono em sala, queda de desempenho, irritação, dificuldade para concluir tarefas, cansaço frequente e dependência intensa do celular nos intervalos podem indicar que a relação com as telas precisa ser observada com mais cuidado.  O assunto, no entanto, não deve ser tratado apenas como indisciplina ou proibição. A orientação sobre uso responsável da tecnologia envolve cidadania digital, privacidade, segurança, qualidade da informação, organização do tempo e equilíbrio entre atividades online e presenciais.  As famílias têm papel decisivo porque muitos hábitos digitais são formados em casa. Crianças e adolescentes observam como os adultos usam o celular, a televisão e o computador. Por isso, regras para os filhos tendem a funcionar melhor quando fazem parte de uma organização familiar mais ampla, com horários definidos, momentos sem aparelhos e alternativas concretas de convivência, estudo, descanso e lazer. Sinais como piora persistente do sono, queda no rendimento, isolamento, irritação intensa ao interromper o uso, ansiedade para checar mensagens e perda de interesse por atividades presenciais devem ser acompanhados. Quando aparecem em conjunto e se repetem, indicam que a rotina digital precisa ser revista com mais atenção por família e escola. Para saber mais sobre o assunto, visite https://www.iff.fiocruz.br/index.php/pt/?catid=8&id=35%3Auso-das-telas&view=article e https://fiocruz.br/noticia/2023/05/iff-fiocruz-divulga-pesquisa-sobre-atividade-fisica-tempo-de-tela-e-sono-durante  


Data: 22/04/2026

Anglo Salto promove 11ª Gincana "Líder em Mim"

No último sábado de março, dia 28, o Colégio Anglo Salto transformou o pátio em um laboratório de liderança com a realização da 11ª Gincana Líder em Mim. Destinado aos alunos do Ensino Fundamental I, o evento uniu competições esportivas e dinâmicas cooperativas para trabalhar, de forma pedagógica, as habilidades socioemocionais dos estudantes. A iniciativa integra o programa "Líder em Mim", que entre as frente de atuação, tem a gincana fundamentada nos princípios do best-seller de Stephen Covey.  Líder em Mim Por meio do projeto Líder em Mim, o Colégio Anglo Salto promove diversas ações que incentivam os alunos a serem protagonistas de suas próprias histórias, a tomarem decisões conscientes, a estabelecerem metas e a colaborarem de forma responsável com os colegas. Cada projeto, atividade ou dinâmica é pensado para que os estudantes aprendam a liderar suas próprias atitudes, respeitar o próximo e contribuir positivamente para a comunidade escolar. O programa também conecta o aprendizado acadêmico ao desenvolvimento emocional.  Ao participar de ações como a I Gincana, os alunos não apenas conhecem os colegas de outras turmas, mas também praticam habilidades essenciais como empatia, comunicação clara, escuta ativa e resolução de conflitos.  São competências que vão além da sala de aula e ajudam as crianças a se tornarem cidadãos conscientes e preparados para os desafios do futuro. Segundo a Coordenadora Pedagógica do Colégio Anglo Salto, Cristiane Silva, “o programa incentiva o protagonismo e desenvolve a responsabilidade, a autonomia e o trabalho em equipe. A ideia é formar alunos mais conscientes e confiantes não só para os estudos, mas para a vida”, explica. Estratégia e Cooperação Durante a gincana, os alunos foram divididos em equipes para enfrentar desafios que exigiam mais do que esforço físico. Provas de queimada, circuitos e jogos de revezamento foram estruturados para que os estudantes percebessem que o sucesso individual depende do suporte coletivo.  Cada etapa da gincana foi planejada com foco nos 7 Hábitos: Proatividade: Assumir responsabilidades nas provas. Objetivo em mente: Planejar estratégias antes da execução. O mais importante: Organizar as tarefas dentro das equipes. Sinergia: Trabalhar de forma colaborativa para resultados superiores. Mentalidade Ganha/Ganha: Valorizar o respeito e o espírito esportivo. Compreenda: Ouvir e respeitar os colegas. Afine o instrumento: Cuidar do corpo e da saúde por meio do esporte e da alimentação.  Habilidades As habilidades sociais são construídas aos poucos, a partir de experiências de convivência, da mediação dos adultos e da forma como o estudante aprende a se posicionar dentro de um grupo. Quando há espaço para interação, escuta e resolução de conflitos, o convívio se transforma em parte importante da formação. Desde cedo, o convívio social coloca a criança diante de situações que exigem adaptação. Ao brincar com outras pessoas, dividir materiais, esperar a vez ou participar de uma atividade em grupo, ela começa a perceber que não está sozinha e que suas ações produzem efeitos no ambiente. Saiba mais sobre convívio social e o desenvolvimento das habilidades. Confira matéria em nosso blog https://blog.anglosalto.com.br/post/postagem/336  Valores que ficam Para o Colégio Anglo Salto, o resultado da gincana não é medido apenas por medalhas conquistadas, mas pelas experiências adquiridas. Ao praticar a escuta ativa (compreender antes de ser compreendido) e a organização de prioridades, os alunos vivenciam os conceitos que, há três décadas, tornaram a obra de Covey uma das mais influentes do mundo. “O intuito foi mostrar que competir também é colaborar e crescer juntos. Todos saem ganhando quando levam consigo esses valores”, conclui Cristiane.


Data: 17/04/2026

Material escolar: como organizar no dia a dia

A organização do material escolar interfere diretamente na rotina de crianças e adolescentes porque ajuda a reduzir esquecimentos, facilita o acesso ao que será usado em cada aula e contribui para um dia a dia mais previsível. Quando o estudante sabe onde estão seus cadernos, livros, tarefas e itens de uso diário, gasta menos tempo procurando objetos e consegue iniciar as atividades com menos desgaste. Essa organização não depende de métodos complicados. Na maior parte dos casos, o que funciona melhor são procedimentos simples, repetidos com regularidade e ajustados à idade do aluno. A lógica é prática: separar o que tem uso frequente, evitar acúmulo desnecessário, conferir o que precisa ser levado e manter uma rotina mínima de revisão da mochila, dos cadernos e das folhas soltas. A desorganização afeta a rotina mais do que parece No cotidiano escolar, a desorganização costuma aparecer em situações muito concretas. O aluno esquece um livro, não encontra uma atividade, leva materiais errados, perde comunicados ou demora para começar a tarefa porque precisa primeiro localizar o que vai usar. Quando isso se repete, parte da atenção que poderia ser direcionada ao conteúdo passa a ser consumida por dificuldades práticas. Esse quadro pode gerar atrasos, tensão em casa, perda de tempo e dificuldade para acompanhar a rotina da escola. Em muitos casos, não se trata de falta de interesse, mas de ausência de procedimentos consistentes para guardar, separar e revisar os materiais. Por isso, organizar o material escolar ajuda não só na arrumação, mas também no funcionamento geral da vida escolar. Derval Fagundes de Oliveira, diretor do Colégio Anglo Salto, em Salto (SP), explica que a organização precisa ser entendida como um hábito associado à rotina. “Quando o estudante aprende a guardar cada item em um lugar definido e a revisar o que precisa com frequência, o dia a dia tende a ficar mais funcional e com menos esquecimentos”, afirma. Procedimentos simples costumam funcionar melhor Na prática, a organização tende a ser mais eficiente quando se apoia em critérios claros. O caderno precisa ter alguma sequência de uso. O estojo deve conter o necessário, sem excesso de itens quebrados ou sem função. A mochila precisa ser revisada para evitar acúmulo de papéis, embalagens e materiais que já não serão usados naquele dia. Isso vale também para folhas soltas, bilhetes e tarefas impressas. Quando esses materiais ficam espalhados ou são guardados sem critério, a chance de perda aumenta. Já quando existe um local definido para cada tipo de documento, o estudante consegue localizar o que precisa com mais rapidez. O mais importante é entender que a organização prática não depende de grandes arrumações ocasionais. Em geral, pequenos cuidados frequentes produzem resultados mais duradouros do que uma reorganização completa feita apenas quando a mochila já está muito bagunçada. O hábito precisa ser ensinado conforme a idade Nos primeiros anos escolares, a criança ainda depende bastante de orientação para entender o que deve levar, onde guardar cada item e como cuidar do próprio material. Nessa fase, o hábito não costuma surgir sozinho. Ele precisa ser ensinado com demonstração, repetição e acompanhamento. Isso significa mostrar como guardar o caderno após o uso, onde colocar a agenda, como separar lápis e borracha e quando revisar a mochila. Com o tempo, essas ações podem se tornar mais automáticas, desde que sejam praticadas em contextos reconhecíveis, como a volta da escola, o fim da lição ou a preparação para o dia seguinte. Na adolescência, a situação ganha outra complexidade. O número de disciplinas aumenta, aparecem apostilas, trabalhos impressos, mais cadernos e, muitas vezes, arquivos digitais. Nessa etapa, a organização passa a exigir mais autogestão. Quando ela não se consolida, podem surgir atrasos em entregas, dificuldade para estudar em casa e sensação constante de que as demandas estão fora de controle. Segundo Derval Fagundes de Oliveira, a autonomia nessa área se constrói de forma progressiva. “Organizar os materiais não é uma exigência que aparece pronta. É uma habilidade que precisa ser desenvolvida aos poucos, com apoio compatível com a etapa escolar”, observa. Família e escola têm papel direto nesse processo A família participa dessa construção ao oferecer condições para que a criança ou o adolescente tenha alguma previsibilidade na rotina. Isso inclui reservar um momento breve para conferência dos materiais, acompanhar padrões de dificuldade e orientar sem assumir toda a tarefa. Quando o adulto faz tudo sozinho, o material até pode ficar em ordem, mas o estudante aprende menos sobre o procedimento. Ao mesmo tempo, a escola também interfere bastante nesse processo. A forma como os professores pedem materiais, organizam os registros e comunicam tarefas pode facilitar ou dificultar a vida do aluno. Quando as orientações são claras e a rotina faz sentido para quem estuda, a organização tende a ocorrer com mais facilidade. Esse acompanhamento também ajuda a perceber quando a desorganização ultrapassa o problema habitual da arrumação. Se o estudante perde materiais com frequência, esquece tarefas de forma persistente e não melhora mesmo com orientações usuais, pode ser importante observar se há dificuldades mais amplas de atenção, planejamento ou manejo da rotina. A organização também inclui materiais digitais Hoje, a rotina escolar muitas vezes envolve fotos de lousa, arquivos enviados por aplicativos, documentos em plataformas e atividades feitas em ambiente virtual. Isso ampliou o conceito de material escolar. Mesmo quando mochila e cadernos estão em ordem, ainda pode haver desorganização nos arquivos digitais. Quando documentos ficam sem nome, imagens se acumulam sem critério e o estudante não consegue localizar o que precisa para estudar ou entregar uma atividade, a dificuldade aparece de outra forma. Por isso, organizar a vida escolar passou a incluir também ações como nomear arquivos, separar pastas e manter referências mínimas para localizar conteúdos. No dia a dia, alguns sinais mostram que esse processo está funcionando melhor. O estudante encontra com mais rapidez o que precisa, leva os materiais corretos com mais frequência, reduz perdas e esquecimentos e inicia as tarefas com menos demora. Essa melhora costuma ser discreta, mas faz diferença na rotina, no uso do tempo e no desenvolvimento gradual da autonomia.Para saber mais sobre o assunto, visite https://vejario.abril.com.br/criancas/dicas-economizar-material-escolar/ e https://www.band.uol.com.br/band-vale/noticias/material-escolar-especialistas-dao-dicas-praticas-para-economizar-na-compra-e-aliviar-o-orcamento-familiar-202501081132


Data: 15/04/2026

Anglo Salto

Por que estudar na nossa Escola?

Com muita alegria, os alunos do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) do Colégio Anglo Cidade de Salto receberam os familiares e amigos para a realização da Noite dos Pais. O evento, com decoração de máscaras, teve como objetivo celebrar o programa “Líder em Mim” em nossa escola e apresentar os 8 hábitos de maneira dinâmica e significativa.

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